sábado, 18 de novembro de 2017

.dos congressos

É preciso modificar radicalmente as estruturas dos congressos brasileiros. Esses espaços hoje, tem um fino verniz de ciência, e nada mais são que enormes estandes de propaganda para patrocinadores endinheirados, que muitas vezes estão pouco se importando para o imperfeito universo da ciência.

Para piorar a situação, os espaços de discussão são mínimos, para não dizer ridículos. Complicando ainda esse drama tipicamente grego, esses eventos estão lotados de estudantes. Estudantes estes que seriam em sua maioria os mais interessados de suas escolas, que levarão para seus redutos a informação contaminada, e como formadores de opinião ( que provavelmente são ), transmitirão ideias muitas vezes já deformadas pela doença. Há mais pirotecnia nos estandes do que ciência. Há menos ciência no pulpito do que deveria. 

Neste contexto triste, qual será razão dos organizadores não buscarem alternativas sustentáveis para seus eventos como a anos acontece com o International Back and Neck Pain Research Forum, que por sinal já foi realizado no Brasil em 2014 desta era vulgar?

Resposta: Comodidade. Fisioterapeutas tendem a ser comodistas e evitam sair das suas mediocres zonas de conforto, rejeitando assim uma identidade dinâmica de lutas, aceitando uma estática miserável e fétida.

Quem não apoia o tráfico de drogas, mais consome drogas vendidas pelo tráfico é hipócrita ou imbecil. Essa analogia serve para fazermos uma relação entre os que reclamam do modelo dos congressos, mas participam ( em especial como plaestrantes ). 

Paremos com o moralismo nécio e ajamos com verdadeiros defensores do que é correto, mesmo que isso signifique cortar em nossa própria carne.

Carl von Clausewitz certa feita propos que a guerra seria a continuação da política por outros meios.

Assumamos nossos reais postos no front. 



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